Focada mais em armazenamento de energia, a Intersolar South America 2026 apresentou maior diversificação de produtos que nos eventos anteriores. Há uma percepção que a cada ano vem apresentando evolução e traz mais resultados efetivos, tanto para visitantes como expositores. A KRJ participou apresentando seu portfólio com destaque ao KSE, um conector voltado para painéis fotovoltaicos, que tem um range de cabo de 2 mm a 6 mm, que é um ponto diferenciado do produto. Ele traz a capacidade de 1.500 volts, podendo ser usado até submerso. Sua função está nas interligações dos inversores às próprias placas.
Neste ano a feira se posicionou de uma forma diferente das edições anteriores, também porque o mercado energia solar tem se direcionado para as baterias e não mais tão incisivamente nas tradicionais placas fotovoltaicas. “Para nós tem sido até bem dinâmico o cenário, além de a feira não estar tão focada em painéis fotovoltaicos, percebemos que no universo solar, os integradores não estão somente trabalhando com solar”, observou Marcelo Mendes, gerente geral da KRJ.
Segundo ele, isso foi comprovado pelo interesse dos visitantes na linha convencionada de redes aéreas. Muitos integradores observavam os conectores no estande e perguntavam sobre os produtos. “Estamos interpretando que eles não estão trabalhando só com os itens tradicionais, mas também abrindo seus leques de atuação, fazendo o trabalho no setor solar e também em instalações no contexto mais geral”, analisou Mendes.
Nesta edição, a KRJ trabalhou na apresentação de toda sua linha tendo o conector KSE como produto central para os painéis solares e outros dispositivos, fazendo com que o processo ficasse mais efetivo e com qualidade. Essa indústria está no mercado há 24 anos apenas com foco em conectores de redes aéreas e tem procurado trabalhar não só no reconhecimento do trabalho, mas também no fortalecimento da sua marca no mercado.
“Queremos elevar cada vez mais a qualidade em nossos produtos. Desenvolvemos componentes que realmente agreguem ao operador não só no contato elétrico, mas também na ergonometria. O propósito é produzir conectores que atendam as necessidades não apenas na aplicação para ser eficiente, mas também que operador se sinta confortável no seu uso”, explica o gerente geral da KRJ.
Futuro ensolarado
A visão de profissionais dessa empresa é que no futuro os players do mundo solar trabalhem mais eletronicamente, e pontualmente com limpeza de painéis, com equipamentos permanentes para um gerenciamento mais assertivo. Inclusive os drones talvez possam até participar desse cenário.
“Tenho sentido que a feira tem se voltado mais para isso. Você tem uma automação muito maior do sistema e não somente aquele trabalho braçal colocado inicialmente, com o integrador colocando as placas e ponto final. Agora já se pensa como se houvesse um pós-venda. Há o processo instalado e é preciso entender o que fazer para seu cliente continuar com você, oferecendo mais benefícios a toda estrutura já existente”, expõe Mendes.
O segmento ultimamente tem sofrido muito com taxações, conhecidas no setor ironicamente como “taxação do sol”, que vem incidindo principalmente nas baterias. O custo delas ainda é muito alto, mas mesmo assim a opinião geral é que a energia solar cada vez mais estará presente no dia a dia de cada um. “Mesmo com um crescimento muito expressivo, as taxações têm ‘pegado pesado”. Em contrapartida os produtos se tornam mais baratos cada vez mais. Essa compensação influi para que a regulamentação não seja tão efetiva no resultado final”, deduz o executivo.
Por mais que o mercado solar esteja sofrendo em razão das taxações, neste ano ainda há tendência haver um crescimento expressivo e a KRJ irá seguir essa jornada também. “Mesmo com as taxas maiores”, avisa Marcelo Mendes, “os produtos estão conseguindo ter reduções em seus custos. Isso faz com que a nova regulamentação não tenha tanta interferência no segmento”.
Mendes acredita ainda que se trata de um mercado com bastante espaço, mesmo com as novas regulamentações que têm atrasado a operação geral. O gerente da KRJ tem participado de alguns fóruns que tratam disso e revelou que grandes investidores têm dado uma “segurada” nos seus interesses por causa dessas novas regulamentações, mas ele vê que ainda tem bastante espaço para avançar.
É um mercado em que o Brasil tem expressiva geração e está entre os cinco maiores protagonistas. “Eu acho que não há volta, é uma tendência. Particularmente quero ter um sistema solar em casa. Até a utilização dos carros elétricos que também está em crescimento, ainda conta com bastante espaço para avançar, principalmente no formato híbrido”, conclui o gerente geral da KRJ.

