O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, participou nesta sexta-feira (10) de reunião extraordinária do Fórum das Entidades Empresariais (FEE), que discutiu os impactos de propostas de mudança na jornada de trabalho.
Ele esteve acompanhado da advogada e presidente do Conselho Temático de Relações do Trabalho e Inclusão (CTRTI) da Fieg, Lorena Blanco, e do assessor executivo da entidade, Taynan Camilo.
O encontro reuniu lideranças empresariais, prefeitos e parlamentares para debater efeitos econômicos e administrativos das possíveis alterações, especialmente sobre custos, produtividade e prestação de serviços públicos.
Segundo André Rocha, a discussão precisa considerar a capacidade produtiva do país. “Não é possível discutir redução de jornada sem falar de produtividade. Sem esse equilíbrio, o efeito direto é aumento de custos, pressão sobre preços e impacto no emprego.”

Também participaram o presidente da Associação Goiana de Municípios (AGM) e prefeito de Hidrolândia, Zé Délio, e o presidente da Federação Goiana de Municípios (FGM) e prefeito de Jaraguá, Paulo Vitor, além do deputado federal José Nelto.
Representando entidades do setor produtivo, estiveram presentes Marcelo Baiocchi (Fecomércio), Eduardo Veras (Faeg), Valdir Ribeiro (FCDL), Luís Alberto (OCB), Rubens Fileti (Acieg), Leopoldo Moreira (Facieg), Márcio Andrade (Sindiposto), Max Coelho (Aciag) e Eduardo Alves (Adial Goiás).
Na ocasião, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, afirmou que a mudança pode pressionar contas públicas e preços. “Essa conta não desaparece, ela chega no preço final. Se o custo sobe, o consumidor paga, e o município também perde capacidade de investimento e de prestação de serviços.”

Para o deputado José Nelto, o tema exige cautela. “Esse não é um tema para ser decidido sob pressão eleitoral. É uma decisão de longo prazo, que precisa ser tomada com responsabilidade e olhando para os impactos no país inteiro.”
Também participaram o prefeito de Caldas Novas, Kleber Marra, a prefeita de Buriti de Goiás, Átila Rúbia de Deus, e os secretários municipais Oldair Marinho (Fazenda) e Celso Delalibera (Administração).
De acordo com Zé Délio, a medida pode afetar diretamente os municípios. “O impacto chega na ponta. A máquina pública perde agilidade, os serviços atrasam e o ambiente de negócios também é afetado.”
