Unidade reforça papel na doação de órgãos e já soma 24 captações desde o início do serviço, em 2023
Desde dezembro de 2023, o hospital já contabiliza 24 captações, totalizando a doação de 2 corações, 34 rins, 17 fígados, 30 córneas e 1 pâncreas. Os órgãos são destinados aos pacientes da Lista Única Nacional, sob coordenação do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), ampliando as chances de vida de quem aguarda pelo procedimento.
Na unidade, o trabalho é coordenado pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), que atua na organização dos fluxos e na articulação entre as equipes assistenciais e os serviços responsáveis pela captação.
Processo estruturado e criterioso
O processo de doação começa com a abertura do protocolo de morte encefálica, a partir da identificação clínica realizada pela equipe multiprofissional. A confirmação segue critérios rigorosos e exige avaliações médicas em etapas distintas.
“São realizados testes de resposta neurológica e, quando não há resposta, avançamos para a confirmação da morte encefálica. Após essa etapa, iniciamos o contato com a equipe responsável, que passa a conduzir, junto conosco, as próximas fases do processo”, explica Luciana Bonilha, vice-presidente da CIHDOTT no HMB.
Com a confirmação do diagnóstico, o hospital aciona a Organização de Procura de Órgãos e Tecidos (OPO), responsável por conduzir as etapas de avaliação e captação no centro cirúrgico, com estrutura adequada e planejamento prévio.“Já existe uma definição dos órgãos elegíveis para doação, o que permite que as equipes venham preparadas para realizar o procedimento com organização e segurança”, completa Luciana.
Compromisso institucional com a doação
Para o diretor geral do HMB, Getro Padua, o avanço no número de captações está diretamente relacionado ao trabalho contínuo das equipes e à consolidação de uma cultura institucional voltada à doação.
“Existe uma preocupação constante em identificar precocemente os possíveis doadores e não perder oportunidades de captação. Todo o processo é conduzido com responsabilidade e respeito, desde o cuidado com o paciente até o contato com a família”, destaca.
Ele também ressalta o significado desse trabalho para os profissionais de saúde. “Mesmo diante de uma perda, existe a possibilidade de ajudar outras pessoas. Poder fazer essa conexão entre quem precisa e quem pode doar é algo muito significativo para toda a equipe”, afirma o diretor do hospital.
Acolhimento e decisão familiar
O acompanhamento das famílias é uma etapa fundamental e acontece desde os primeiros momentos do protocolo. O objetivo é garantir que todas as informações sejam compreendidas com clareza e respeito.
“É um momento muito delicado, mas quando a família entende o processo e opta pela doação, percebemos o quanto essa decisão pode gerar impacto positivo para outras vidas”, ressalta Luciana, aproveitando para reforçar sobre a importância de conversar sobre o tema ainda em vida, facilitando a decisão dos familiares.

