O medicamento proporciona ação imediata, reduzindo o risco de hospitalizações e complicações respiratórias em crianças pertencentes a grupos de maior risco
O Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN) implementa anticorpo que protege bebês contra o VSR, reduzindo internações por doenças respiratórias graves.
Referência em obstetrícia e gestação de alto risco, o Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), unidade do governo de Goiás em Uruaçu, administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED), alcança mais um marco significativo na proteção de bebês e recém-nascidos contra doenças respiratórias graves: a primeira aplicação do anticorpo que garante proteção imediata contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
Incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) no início de 2026, o anticorpo monoclonal atua na prevenção de infecções causadas pelo VSR. O medicamento, aplicado em dose única, é destinado a prematuros (até 36 semanas e 6 dias) e crianças com comorbidades até 24 meses, reduzindo o número internações ocasionadas por pneumonia e bronquiolite.
Segundo o Ministério da Saúde, o VSR é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e por 40% dos casos de pneumonia em crianças menores de dois anos. Em 2025, o Brasil registrou 120.176 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por vírus respiratórios e, desse total, 36,6% dos casos foram diagnosticados como vírus sincicial respiratório. Entre esses casos, mais de 36.218 hospitalizações ocorreram em crianças menores de dois anos, o que corresponde a 82,5% dos registros no período.
“Com a oferta do imunobiológico, o HCN dá mais um passo importante para garantir a saúde dos recém-nascidos da unidade. O anticorpo aumenta a imunidade dos bebês já nos seus primeiros dias de vida e previne a bronquiolite, uma doença que afeta o sistema respiratório” ressalta Juliana Montalvão, coordenadora de enfermagem do Centro Obstétrico do HCN.
Diferentemente da vacina tradicional, o Nirsevimabe é um imunobiológico que atua logo após sua administração, sem a necessidade de estimular o organismo a desenvolver resposta imunológica ao longo do tempo. A incorporação do imunizante complementa as estratégias já adotadas pelo SUS para prevenir casos graves de bronquiolite em bebês.
O medicamento é destinado exclusivamente a dois grupos de crianças atendidas pelo SUS: bebês prematuros com menos de 6 meses, nascidos com até 36 semanas e 6 dias de gestação; e crianças com menos de 2 anos de idade que possuam condições de saúde especiais, como cardiopatia congênita, broncodisplasia, imunocomprometimento grave, síndrome de Down, fibrose cística, doen

