Especialista do HCN adverte sobre feridas e complicações ocasionadas pela Diabetes

O controle rigoroso dos níveis de glicemia, por meio de uma dieta adequada, é essencial para evitar o agravamento das lesões e favorecer a cicatrização 

 

 

Enfermeiro estomaterapeuta do Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN) cuidando de feridas em paciente com diabetes.

O enfermeiro estomaterapeuta cuida das feridas agudas e crônicas, focando na prevenção de complicações e na reabilitação do paciente (Foto: Cristiano Martins/IMED) 

 

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, existem atualmente no Brasil mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes, uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o nosso organismo. Quando não tratada corretamente, ela pode  causar o aumento da glicemia e trazer uma série de complicações, como: neuropatias, problemas oculares, renais e arteriais que podem se desenvolver em amputações, entre outros sérios problemas de saúde. 

 

O diabetes também é a causa mais comum da neuropatia periférica, uma complicação crônica incapacitante que causa perda de sensibilidade por conta dos danos causados aos nervos periféricos. Além disso, as feridas causadas pela doença, especialmente as úlceras nos pés, são problemas frequentes que podem levar a infecções severas e até amputações. Pensando nisso, o Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), unidade do governo de Goiás em Uruaçu, traz informações importantes sobre as feridas causadas pela doença e os principais cuidados com a saúde. 

 

“Pé diabético” é o nome dado popularmente a uma série de alterações que podem ocorrer nos pés de pessoas diabéticas, provocando o surgimento de feridas que não cicatrizam e infecções De acordo com Murilo Pereira, enfermeiro estomaterapeuta do HCN, especialista no tratamento avançado de feridas, “é extremamente importante entendermos que, na maioria dos casos, as feridas surgem por conta da perda de sensibilidade que ocorre em pacientes que possuem problemas de circulação e nos nervos periféricos ocasionados pela doença", afirma ele. 

 

As feridas dos pacientes com diabetes são mais difíceis de cicatrizar porque a reação inflamatória ocasionada pela doença gera uma lentificação no sistema de defesa do organismo, fazendo com que o tempo de cicatrização seja mais demorado. “É muito importante também que os pacientes diabéticos mantenham seu índice glicêmico abaixo de 125, idealmente, a fim de melhorarem sua circulação e seu sistema de defesa”, destaca o especialista do HCN, unidade administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento – IMED. 

 

Segundo o estomaterapeuta, cerca de 30% dos pacientes que chegam com feridas no hospital tem a diabetes interferindo nesse processo de recuperação.  E, em casos mais graves, o paciente acaba sendo submetido a amputações, riscos graves de infecção e complicações ainda mais severas. Por isso, é necessário procurar um médico a qualquer sinal de lesão no pé, por mais simples que pareça a ferida.   

 

A principal maneira de prevenir tais complicações é controlando os índices de glicemia e tratando corretamente a diabetes, através de um acompanhamento médico para que o profissional possa corrigir os fatores glicêmicos e elaborar um plano junto ao paciente. Além disso, é fundamental uma boa alimentação, rica em proteínas, vitaminas e minerais, para fortalecer o sistema imunológico e promover a regeneração dos tecidos.  A prática de atividades físicas, usando calçados apropriados, também é essencial para evitar o agravamento das lesões e favorecer a cicatrização. 

  

Diagnóstico e tratamento 

 

O diagnóstico do diabetes mellitus é feito através um exame de sangue gratuito, simples, rápido e de fácil acesso pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento correto significa manter uma vida com hábitos saudáveis, evitando diversas complicações que surgem em consequência do mau controle da glicemia no sangue. Como a doença não tem cura, é importante um tratamento baseado em três pilares fundamentais: a prática regular de atividades físicas; o tratamento dietético, que nada mais é que se adequar às alimentações mais saudáveis, e o tratamento medicamentoso, disponibilizado pelo SUS. 

 

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